Psicologia das Cores: Preto

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Não se tem uma origem específica para o estudo das cores, os antigos egípcios, romanos, gregos e chineses já faziam estudos sobre os efeitos que as cores causam nas pessoas e até mesmo a possibilidade de cura através das cores, a cromoterapia.

Cor é luz e energia que estimulam nosso cérebro, quando vemos alguma cor nos sentimos alegre, triste, com fome… Todavia essas sensações tem conexão também com a cultura que estamos inseridos, em alguns lugares o branco é sinônimo de luto, em outros simboliza a pureza das noivas.

No Post de hoje vamos falar sobre o Preto. Na física e no estudo do espectro de luz o preto é considerado a ausência de cor (sem luz não há cor), todavia quando falamos em cores pigmentadas o preto é união de todas as cores (quando misturamos as tintas elas começam a ficar em um tom escuro).

Existem 50 tons de preto, entre eles: preto amora, preto asfalto, preto diamante, preto marfim etc. O Preto é a cor preferida de 10% das pessoas e sem dúvidas é a cor dos jovens: 20% dos homens entre 14-25 escolhem e o preto e entre as mulheres 15%. Já os mais velhos escolhem ela como a cor que não gostam. 

O preto é o fim. Ele é o final do espectro de cores acromáticas branco-cinza-preto. Ele é a ausência de luz. Ele é a cor mais ligada ao luto e a tristeza da perda. A cor que representa o mal, “coração negro”, “ovelha negra”, é também a cor do azar, “gato preto”, “corvo negro”.

O preto junto de outras cores as tornas negativas, o vermelho é amor e paixão, porém com preto transforma-se em ódio. Amarelo e Preto são as cores da infidelidade e do egoísmo, uma das combinações cromáticas mais negativas. Violeta e Preto é combinação menos negativa, simboliza as forças ocultas da natureza, são as cores do oculto e da magia. Preto, vermelho e marrom são as cores da brutalidade e violência, o preto era a cor usada pelo movimento fascista na Itália e depois na Alemanha.

O preto se tornou a cor do conservador ao ser associado às vestimentas dos monges, padres e freiras. Se tornou depois também a cor do protestantismo, adotada por Lutero pois expressava que todos eram iguais, já que na lei do vestuário o preto era uma cor que todos poderiam usar. A batina preta de Lutero se transformou em traje das autoridades civis e durante anos era a vestimenta dos mestres universitários.

No século 15 a Inquisição se estabeleceu na Espanha e se transformou em um século de religiosidade sombria, as cores desapareceram por completo e o preto se tornou regra de vestimenta. 

No século XX as noivas se casavam de preto pois um vestido nessa cor poderia ser reutilizado ou reaproveitado o que não acontecia com um vestido branco.

O preto é o símbolo da elegância. Ser elegante é não chamar atenção, é abrir mão da pompa, quem usa o preto abre mão das cores que chamam atenção. Quem usa preto se torna interessante pela sua personalidade e não pelas cores que usa. É a cor da individualidade. 

O preto é uma das cores preferidas para roupa pois ela não depende da moda. A cada estação vemos quais as cores são tendências, o rosa é usado hoje mas não amanhã, isso não acontece com o preto, ele pode ser usado sempre.

O lema do design clássico-moderno é a “a forma segue a função”, uma renúncia aos enfeites supérfluos, uma exigência a praticidade e nada mostra mais a renúncia ao supérfluo das cores do que o uso do preto. O preto se tornou a mais nobre das cores, tudo que quisesse transmitir a imagem de tecnicamente moderno ganhou a cor preta.

Em ambientes o preto os diminui, deixa os menores. Os móveis pretos parecem mais pesados e duros. O preto destaca os objetos concentrados seus contornos.

Se você quiser saber sobre a teoria das cores, como combina-las e ter acesso a paletas leia o nosso post sobre o assunto.

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Fonte:

Esse post foi baseado no livro A Psicologia das Cores: como as cores afetam a emoção e a razão de Eva Heller.

blog.logodesignguru.com/brief-history-and-science-of-colors/


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